Comprar feito à mão dá quenturinha no coração
Este post foi escrito pela Vivianne Pontes, do blog de(couer)ação.

Imagem por La Lola
Quando foi mesmo que começou? Ainda me lembro que, quando criança, ganhar uma boneca era algo importante. O presente vinha acompanhado de uma história. Primeiro vinha a pergunta, em mal interpretada naturalidade: “Filha, o que você quer ganhar de presente de aniversário?” Depois vinha o esforço de meus pais para comprá-la. Quando a boneca chegava embrulhada em papel de presente, com dobras e flores de fita plástica, era a felicidade pontuando a história.
Depois vieram os anos 80, o consumo de massa, e as lojas de 1,99. E uma boneca se tornou só uma boneca entre tantas. Nos tornamos menos sensíveis aos presentes. A indústria e as grandes cadeias de lojas fizeram com que a ligação entre nós, consumidores, e quem fez o produto fosse perdida. (Bem, algumas substituíram essa ‘ligação’ pelo SAC, argh!)
Mas como não há mal que nunca se acabe, a internet, ela mesma, a que muitas vezes nos desconecta do mundo real, veio nos dar uma nova oportunidade de redescobrir o entusiasmo. A internet agregou os artesãos, e veio o Tanlup, como uma guilda pós-moderna, nos permitir comprar diretamente de quem produziu. Quando compro um produto feito à mão, compro mais que um produto: estou patrocinando o trabalho de um artista que deposita seus sonhos, criatividade e amor no trabalho. E me dá uma quenturinha no coração saber que eu estou apoiando a paixão de alguém.
Agora pense comigo: o que você prefere ganhar de presente, um caderninho feito à mão por um artesão, ou um de uma gôndola de papelaria produzido em massa? É essa a diferença entre preço e valor. Quando você dá um caderninho feito à mão para sua amiga, a mensagem é que você se importa o suficiente para comprar um presente tão único quanto ela. Dar um presente feito à mão, em vez de um industrializado qualquer, é como se você escrevesse uma carta, ao invés de apenas assinar um cartão de “Felicidades”.
Mais que isso, eu acredito que o carinho se materializa. E não é por nenhuma razão metafísica, ou esotérica, é bem simples. Sabe quando você está de mau humor e põe sal demais no arroz? O contrário também acontece. Quando algo é feito à mão, com carinho, o produto é parte da vida daquela pessoa, e então passa a ser parte da sua história.
Vivianne Pontes – de(coeur)ação
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